"Alentejo, tempo para ser feliz"

Alentejo, Feliz,

Hoje levamo-lo até ao Alentejo, lugar de searas de trigo sem fim, chaparros a perder de vista, paisagens de oliveiras e aldeias e vilas pacatas sob o sol quente de Verão. Desenganem-se aqueles que insistem em pensar que no Alentejo não há nada de extraordinário, pois para além das pessoas sempre gentis com os forasteiros, há gastronomia deliciosa, bom vinho e alguns dos monumentos mais emblemáticos do país; no Hera Hotels &Resorts temos um pouco de tudo.

É com as seguintes estrofes do belo cante alentejano "Ainda trago um gosto a trigo" de Sebastião Antunes, que começaremos a nossa viagem:

Já corri atrás dos corvos

Já me escondi nos trigais

Ouvi rolas nos sobreiros a arrulhar

Ai Alentejo quem te amou não te esqueceu

Inda se ouvem os teus ecos cada vez que a lua cai

(…)

1º Ermida Nossa Senhora da Penha- Castelo de Vide

Localizada na vila portuguesa de Castelo de Vide, a Ermida da Nossa Senhora da Penha é a nossa primeira sugestão de sítios a não perder na região do Alentejo. O Município de Castelo de Vide localiza-se no distrito de Portalegre, na sub-região do Alto Alentejo.

Com um carácter romântico a vila de Castelo de Vide é conhecida por ser a "Sintra do Alentejo", tal como D. Pedro V a descrevera, visto que esta é muito famosa pela sua vegetação abundante, clima ameno, jardins e a sua proximidade à Serra de São Mamede.

A Ermida de Nossa Senhora da Penha, ergue-se no século XVI, tendo uma construção simples, visto que é constituída por uma cave, uma sacristia, uma capela-mor redonda, de estilo barroco e tendo o seu interior decorado e forrado a azulejos policromos do século XVII. A Ermida está localizada num topo de um monto, fazendo com que a sua acessibilidade seja através de uma longa escadaria que termina no adro do edifício, adro este que apresenta um cruzeiro do início do século XX.

Após a subida, poderá descansar enquanto observa uma das melhores vistas da vila de Castelo de Vide, tal como todo o envolvente natural. 


Ermida Nossa Senhora da Penha, Castelo de Vide

Créditos: Ivan Heidrick Capelo 


2º Parque Natural da Serra de São Mamede

A Serra de São Mamede, localizada na região nordeste do Alentejo, muito perto da fronteira com Espanha, é a cadeia montanhosa mais alta a sul do rio Tejo, apresentando uma altura de 1025 metros. Esta é conhecida pela sua diversidade de Fauna e Flora e pela sua riqueza de espécies animais, pois aqui é comum encontrar-se águias, veados, javalis, entre muitas outras espécies...

Sugerimos vivamente a visita a este local, em especial para todos os fãs de caminhadas, de aventura e da natureza no seu estado mais puro.  A nossa primeira sugestão é a visita à Cascata do Pego do Inferno, que apesar do nome não deve ser confundida com a Cascata Algarvia, esta será, talvez, a cascata com o acesso mais facilitado, visto que se encontra a sensivelmente 5 minutos da Estrada.

Cascata Pego do Inferno, Portalegre, Alentejo

Créditos: VagaMundos

Para os mais aventureiros temos a sugerir a Cascata da Cabroeira, que podemos considerar como uma das cascatas mais imponentes da Serra de São Mamede, no entanto, esta cascata tem um acesso mais condicionado, com trilhos mais selvagens, conte com cerca de 2km de ida e volta. É aconselhado o uso de GPS devido à falta de sinalização do trilho. No fim do percurso, a paisagem, sem dúvida, valerá a pena.


Cascata da Cabroeira, Alentejo, Natureza

Créditos: Expresso

3º Castelo de Marvão

Em Marvão fica um castelo virado para terras de Espanha, a 13 quilómetros da fronteira, sempre de vigia para o país vizinho. O Castelo de Marvão era a primeira linha de defesa, que ia de Montalvão a Elvas, caso o exército espanhol atacasse após o Tratado de Alcanizes, tratado esse que definiu as fronteiras entre Portugal e Espanha, fazendo assim de Portugal um dos países com as fronteiras mais antigas do mundo.

O castelo medieval surgiu por volta da era da Reconquista Cristã, no século XII e ao longo dos séculos foi sofrendo várias intervenções para que mantivesse firme e hirto perante os adversários.

Nos dias de hoje a visita ao Castelo de Marvão é obrigatória, onde pode ver o Alentejo infinito e deve passear ainda pelos bonitos jardins. É com certeza, uma visita obrigatória para fazer com a família.


Castelo de Marvão

Créditos: Via Verde

4º Igreja da Nossa Senhora da Assunção- Elvas

A construção da Igreja de Nossa Senhora da Assunção iniciou-se em 1517, naquela que na altura dava pelo nome de igreja de Nossa Senhora da Praça. Só algumas décadas mais tarde é que a Igreja da Assunção foi elevada a Sé Catedral, em 1570, porém em 1881 perdeu o estatuto.

A igreja com traços únicos, foi sofrendo obras ao longo do tempo, pelo que a sua traça já não é a original, engloba por isso estilos arquitetónicos como o manuelino, o barroco e o rococó.

Quando passar pela Praça da República, em Elvas, tem de parar para admirar a fachada singular da Sé e o interior abobadado, caso contrário a sua visita ficará incompleta.


Igreja de Nossa Senhora da Assunção, Elvas



5º Paço Ducal- Vila Viçosa

Berço da última Dinastia de Portugal, o Paço de Vila Viçosa ergue-se a mando de D. Jaime, 4º duque de Bragança, após a família ter sido exilada em Espanha. Assim, as obras começam em 1501, naquele que é hoje o claustro e a zona da capela, e retomaram em 1537 com D. Teodósio.

Mais de um século depois, em 1640, D. João IV é aclamado rei de Portugal, pelo que a residência oficial dos duques, se muda de Vila Viçosa para o Paço da Ribeira, e consigo, a maioria da decoração e mobília. Deste modo, o Paço no Alentejo passou a servir para recreio e férias da família real.

Mais tarde, o Palácio foi ainda alvo de melhorias e remodelações no reinado de D. João V, e mais tarde no de D. Maria I, em circunstâncias semelhantes, na chamada Troca de Princesas.

Hoje em dia o Paço Ducal está aberto ao publico e tem exposições incríveis, como o Tesouro, a coleção de Porcelana Azul e Branca da China, e os coches e carruagens da família real, de entre os quais, o coche onde sucedeu o regicídio que encerrou a monarquia em Portugal.

O Paço dos Duques de Bragança é um palácio real em pleno Alentejo, não resista à curiosidade de o conhecer.

Paço Ducal, Alentejo

Créditos: Mundo Português

6º Monsaraz

Monsaraz, terra do Alentejo central, é uma vila medieval cercada pela muralha do seu Castelo. Esta vila é fortemente recomendada a visitar, pela sua própria essência, história e pela sua vitória nas 7 Maravilhas de Portugal na categoria de Aldeia Monumento.

Monsaraz, em 1167, foi conquistada aos Mouros por Geraldo Sem Pavor, no entanto tal feito não durou muito tempo. Em 1232, após esta terra ser reconquistada, D. Sancho II doa a região à Ordem do Templo, para defesa e repovoamento. Em 1276, foi concedido o estatuto de sede de concelho, estando em vigor desde 1276 a 1851. Esta vila é repleta de marcos patrimoniais, sendo os mais conhecidos o próprio Castelo de Monsaraz, a Igreja Matriz com construção do século XVI e o pelourinho. Nesta terra, é ainda possível recuar no tempo aproveitando o belo sol Alentejano.

Monsaraz


7º Nova Aldeia da Luz

A Nova Aldeia da Luz fica situada junto do maior reservatório artificial de água da Europa Ocidental. 

A Nova Aldeia da Luz foi construída para realojar todos os habitantes que viram as suas antigas casas submergidas pelas águas da Barragem do Alqueva. Esta foi construída à semelhança da aldeia antiga tentando manter-se as mesmas características.  A Velha Aldeia da Luz localizava-se a cerca de 2km para oeste da atual.

Aconselha-se à visita desta Aldeia pelas suas características rurais e para quem gosta de usufruir do silêncio e da natureza, pois aqui terá a conjuntura das águas do lago com o brilho do sol, parecendo um paraíso na Terra.


Alentejo, Nova Aldeia da Luz


8º Barragem do Alqueva

A Barragem do Alqueva situa-se no rio Guadiana, sendo uma barragem em arco. A sua construção levou à criação do maior reservatório artificial de água da Europa Ocidental, possuindo uma altura de 96 m e um comprimento de 458 m. Esta barragem foi construída com o objetivo de servir de regadio para toda a zona do Alentejo e para a produção de Energia Elétrica.

Visite este local e seja imergido pela dimensão e imensidão de água a perder de vista.


Créditos: Digital

9º Catedral de Évora

Situada na cidade de Évora, a Basílica Sé de Nossa Senhora da Assunção, ou mais conhecida como Sé de Évora ou Catedral de Évora, é a maior catedral medieval de Portugal.

A Sé de Évora encontra-se na parte mais alta da cidade, só tendo que se subir a Rua 5 de Outubro para se chegar à sua localização. A Catedral teve a sua construção iniciada em 1280 e terminada perto de 1350, pertencendo por isso ao século XIII-XIV. A sua construção apresenta uma cruz latina, sendo mais visível no seu interior, e com um estilo romano-gótico. É igualmente percetível a forma da fortaleza, visível através do terraço cerrado de ameias, típicas das igrejas-fortaleza da idade média.

Se pretende aprender mais sobre a cultura de Évora aconselhamos a que esta seja uma paragem obrigatória, além do mais será uma visita inesquecível, visto que a rua de acesso à Catedral tem os melhores sítios para a apreciação de artesanato alentejano.

Catedral de Évora, Alentejo

Créditos: Évora Local
 

10º Capela dos Ossos

Quando Évora é mencionada a primeira coisa que vem à cabeça da maior parte das pessoas é a Capela dos Ossos, uns porque a acham macabra outros simplesmente pelo interesse neste monumento. Podemos afirmar que a Capela dos Ossos, é sem sombra de dúvidas dos monumentos mais conhecidos de Évora, sendo por isso considerada uma das experiências que o Alentejo oferece a não perder.

A Capela dos Ossos foi edificada no século XVII pela iniciativa de três frades da ordem de São Francisco, com o objetivo de transmitir a mensagem da transitoriedade e a fragilidade da vida humana. Esta capela tem por isso à entrada um aviso "Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos. Repleta de caveiras e ossos a capela é composta por três naves, com pouca luz natural.

Alentejo, Capela dos Ossos

Créditos: Sapo

Esperemos que tenha oportunidade de visitar alguns dos sítios em cima descritos, tal como aprender e vivenciar tudo aquilo que o Alentejo tem para lhe mostrar!

Alentejo, tempo para ser Feliz! (Créditos por ser um slogan registado do turismo).


Já cantei desde a nascente até à hora do sol-pôr

Já naveguei nas ribeiras ao luar

Ai Alentejo quem te amou não te esqueceu

Inda se ouvem os teus ecos nas cantilenas do sol


"Ainda trago um gosto a trigo" de Sebastião Antunes



Por Sílvia







Comentários